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A cerveja no caminho do vinho

O mercado premium das loiras cresce, desperta o interesse de empresas e aproxima o público de produtos artesanais. Em alguns casos, roubando o espaço do vinho

Por Carolina Guerra

Nos anos 90, o vinho alemão branco suave Liebfraumilch era a sensação. A garrafa azul e o nome difícil de pronunciar davam à bebida uma aura de exclusividade que fez do vinho um dos mais vendidos na época. Seu sucesso foi um marco, não pela qualidade da bebida, mas porque abriu as portas para o mercado de importados.
Agora um fenômeno parecido está ocorrendo com a cerveja. Após anos de mesmice, com um número restrito de rótulos ofertados e propagandas apelativas, ao que parece, o mercado está mudando. Assim como aconteceu com os vinhos, a procura por cervejas de melhor qualidade está aumentando, e diversas empresas começaram a apostar nesse nicho.


Quando se fala do mercado de cerveja em geral, os números são astronômicos: no ano passado o País consumiu 10,9 bilhões de litros de cerveja e o faturamento ficou na faixa dos R$ 31 milhões, de acordo com dados do Sindicato Nacional da indústria da Cerveja (Sindicerv). Estima-se que o mercado premium tenha sido responsável por 5% desse total.
A questão é que os empresários estão otimistas. “Há países da Europa em que o mercado de cerveja premium representa de 15% a 20% do mercado. Temos muito o que crescer”, aponta Pedro Earp, diretor das marcas premium da AmBev, dona de rótulos como Bohemia, Original e Stella Artois.
E, para esse crescimento, não faltam novos serviços que aparecem para atender à demanda de um público cada vez mais exigente. A Mr. Beer, uma rede de quiosques que comercializa cervejas premium, é prova disso.

Fonte: Nº EDIÇÃO: 667 | Estilo | 16.JUL - 21:00 | Atualizado em 19.07


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