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De ex-clientes a donos de franquia

Ter sido funcionário ou consumidor dos serviços de alguma rede de franquias traz maior identificação com a marca e confiabilidade.

Familiaridade, afinidade e principalmente bom conhecimento da marca na condição de cliente assíduo ou ex-funcionário. Esses são os requisitos que qualquer rede de franquias adoraria identificar em possíveis novos franqueados. E empreendedores com este perfil existem.

No caso de algumas redes, como a Yiázigi Internexus, escola de idiomas, há uma porcentagem grande de ex-professores que acabaram por se tornar franqueados, como Roberto Diniz, da Yázigi Internexus da Mooca, zona leste paulistana. Na rede de estética e bem-estar Onodera, Aline Salvi Schmidt, proprietária da Onodera Americana, região de Campinas (SP), conhecia e já tinha aprovado, como cliente, inúmeros dos tratamentos oferecidos pela clínica.
E a administradora de empresas Roberta Bazaglia teve inicialmente uma relação comercial com a rede de fast-food Subway e hoje, mais do que proprietária da loja Rubem Berta, próxima ao Aeroporto de Congonhas, na capital, é uma freguesa fiel de sua própria loja: faz pelo menos uma refeição por dia na sua lanchonete.

Identificação. Para a fundadora da marca Onodera, Edna Onodera, entre os vários requisitos na escolha de seus franqueados está a identificação com o serviço que a marca oferece. "Ter clientes que se transformam em franqueadas é bastante positivo", diz Edna. "Quando candidatos interessados em fazer parte da franquia sabem disso, entendem que ninguém investiria em algo que julgassem arriscado."

Para os clientes, observar que o próprio dono do negócio é consumidor do serviço é mais um fator de confiança na marca.

"Fui cliente da Onodera da Chácara Santo Antônio, na capital, por cinco anos antes de abrir a minha franquia", diz Aline Schmidt. "Essa experiência como cliente me ajuda bastante a indicar o melhor tratamento para determinados casos, saber melhor o que funciona e o que não funciona em cada caso."

Já Roberta Kuroda, que sempre se preocupou com alimentação saudável, come pelo menos uma vez por dia na sua Subway Rubem Berta. "Não enjoa, principalmente porque o cardápio é bem fresquinho, além do que sou extremamente preocupada com segurança alimentar", define Roberta, que teve conhecimento da Subway depois que a empresa na qual trabalhava confiou a ela um trabalho de promoção na rede, numa feira.

"Glamour". Para o presidente da consultoria na área de varejo GrowBiz, Marcelo Cherto, ter sido cliente ou ex-funcionário, e posteriormente franqueado "é muito vantajoso", diz. "Já há uma identificação prévia com a marca, ela já conhece a marca do ponto de vista do cliente", diz Cherto. Mas se deve tomar cuidado para não ficar só com o lado "glamouroso" da franquia, alerta Cherto. "Deve haver uma noção muito clara de que ser cliente é uma coisa, ser dono da franquia é outra - tem que lidar com mão de obra, fornecedor, sazonalidade, etc.", esclarece ele, citando uma rede de fast-food que exige dos candidatos a franquia um "test-drive". "A pessoa fica uma semana trabalhando no restaurante, fazendo sanduíche e tudo, para ver se realmente é aquilo o que ela quer."

A passos largos: O setor de franquia só cresceu de 2008 para 2009, tanto em faturamento quanto em negócios, conforme a ABF.
R$ 63 bilhões foi o faturamento em 2009
14,7% a mais de faturamento em 2009, em relação ao ano anterior.

Vantagens:

- Visão diferenciada: O fato de ter sido cliente ou funcionário permite enxergar de maneira mais profunda o posicionamento da franquia;

- Confiança na marca: Além de conhecer previamente a franquia, o franqueado aposta nela e isso transmite segurança ao consumidor.

Fonte: O Estado de São Paulo (14 de Março de 2010)

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