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Dicas para quem quer abrir uma franquia.




É importante pedir ajuda da franqueadora ou da consultoria na hora de escolher o ponto comercial e avaliar a saúde financeira da marca

Quem pensa em abrir um negócio próprio, mas não quer correr muitos riscos começando uma pequena empresa do zero, costuma optar por uma franquia. O setor cresce mais de 15% ao ano no Brasil, e deve fechar 2012 com faturamento de mais de 100 bilhões de reais, segundo a Associação Brasileira de Franchising.

Veja algumas dicas importantes para quem quer uma franquia sem dor de cabeça.

1. Faça perguntas ao franqueador:
O primeiro passo para quem quer uma franquia é entrar no processo de seleção da rede. As franqueadoras costumam – ou deveriam – avaliar o empreendedor com critérios claros e bem estabelecidos. Os futuros franqueados também precisam fazer o mesmo. Por isso, leve algumas perguntas para a entrevista com o representante da marca. Alguns assuntos interessantes de perguntar são o histórico da empresa no mercado e no sistema de franquias, o tamanho da rede atual e os planos futuros de crescimento, e o processo de treinamento inicial e de manutenção do negócio.

2. Peça ajuda na escolha do ponto:
A seleção do ponto comercial para instalar a loja é fundamental. Esta decisão tem grande peso no desempenho do negócio e deve ser feita em parceria com a franqueadora. Segundo Ribeiro, é preciso avaliar o perfil do público ideal, os aspectos legais e a viabilidade financeira do local escolhido. “Veja se os custos de locação e o valor do ponto comercial são adequados ao retorno do investimento projetado”, ensina.

3. Faça uma avaliação de ‘franqueabilidade’:
Para quem está começando uma rede, é preciso fazer uma “avaliação de franqueabilidade”, ou seja, avaliar se aquele tipo de negócio funciona mesmo como franquia. Segundo Ribeiro, esta avaliação é feita considerando vários aspectos, como a experiência de mercado, o histórico de sociedades e parcerias, marca e padrões.

4. Fique atento ao capital:
Vale lembrar que o valor que as redes divulgam como investimento inicial costuma ser só uma parte do que o empreendedor deve ter para o negócio decolar. “Nem sempre o capital integral para investimento está acessível a todo mundo e aí surgem as oportunidades de financiamento”, explica Ribeiro.

Avalie as opções de financiar o negócio e faça muitas contas para ter certeza de que o retorno do investimento vai valer a pena.

5. Tenha cuidado com franquias baratas:
Optar por uma microfranquia, que custa até 50 mil reais, é uma opção para quem não tem grande capital e não pretende financiar o investimento. Essas franquias baratas, no entanto, exigem cuidados e precisam ser analisadas com calma. Muitas vezes, o franqueado vai realizar sozinho todas as tarefas – de gestão e vendas até a prestação do serviço – e precisa ter um perfil mais comercial. Além disso, boa parte desses negócios não exige ponto comercial e pode ser montado em um cômodo da residência. É preciso certificar-se de que é possível trabalhar em casa sem que os problemas domésticos se misturem com o negócio.

Porém apesar das altas taxas de crescimento do franchising, é importante acompanhar a saúde financeira das empresas franqueadoras e seus projetos de franquias (viabilidade econômico-financeira), para evitar surpresas ao tomar a decisão de investimento em um negócio dessa natureza. A Lei de Franquias (Lei 8.955 de dez/94) protege os franqueado ao impor a obrigatoriedade da apresentação da Circular de Oferta de Franquia (COF), que traz informações os dois últimos balanços anuais e Demonstrativos de Resultados da Franqueadora.

Vale destacar que a mortalidade de empresas franqueadoras no Brasil tem sido cada vez mais rara e pouco frequente, mas é sempre prudente observar esses aspectos que podem ser indícios de problemas para todos os envolvidos no sistema de franchising.

Modelo financeiro inviável:
Nenhum sistema de franquias é viável sob certa “flexibilidade tributária”, ou seja, não adequação ao pagamento integral de todos os impostos e taxas devidas ao sistema de negócios. Além de ilegal, o risco se torna cada vez maior no longo prazo.

Perfil inadequado:
Para crescer rápido, a rede abre mão de critérios específicos e estruturados para o perfil de novos franqueados e isso pode impactar diretamente no sucesso do negócio.

Capacitação ineficiente:
Sem um programa de treinamento efetivo e eficaz, o risco de insucesso cresce. Temos várias marcas no Brasil que praticamente não ministram treinamento necessário para se iniciar um negócio.

Estrutura e logísticas inadequadas:
Atender o Brasil inteiro com um plano de expansão agressivo pode trazer sérios problemas para a empresa franqueadora, tanto do ponto de vista logístico, para a entrega de seus produtos e serviços, como de suporte operacional e de gestão aos franqueados.

Segmento:
Segmentos ainda inexplorados podem trazer ofertas de franquias e o risco nessa situação é maior, pois ainda não há certa maturidade do segmento.

Gestão:
Toda franqueadora deve ter os principais controles financeiros do negócio e criar uma cultura de gestão com toda a rede. É necessário ter avaliação frequente dos resultados de cada franquia e estimular os seus franqueados a compartilhar números e informações.

Inadimplência de franqueados:
Um dos principais problemas de uma rede de franquias é quando seus franqueados atrasam o pagamento das taxas de royalties ou mesmo de marketing (apesar de não ser uma receita da franqueadora).

Fonte:EXAME.com

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