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Abrir franquia pode ser opção para fugir da crise

Abrir franquia pode ser opção para fugir da crise

Por Ana Cristina Dib


Adriana Ferreira, franqueada da Fisk: a perda do emprego foi o empurrão para abrir sua franquia
Abrir o próprio empreendimento era o sonho antigo da administradora de empresas Adriana Ferreira. Porém, ela tinha medo de largar o emprego de nove anos em uma seguradora bancária para se aventurar pelo mundo dos negócios. Com a deflagração da crise econômica mundial, as companhias passaram a enxugar o quadro de funcionários e a administradora foi desligada da empresa aonde trabalhava. A princípio, a notícia a abalou, mas ao invés de tentar se recolocar no mercado, ela viu na demissão uma oportunidade de dar uma guinada na vida profissional e decidiu montar uma escola da rede de franquias Fisk.
Assim como Adriana, muitos brasileiros têm optado por abrir uma franquia para escapar da crise. Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o número de franqueados no Brasil aumentou 25% desde setembro do ano passado - época em que começou a crise. A entidade faturou R$ 55 bilhões em 2008, 19,5% a mais do que em 2007.

Uma das razões para o aquecimento do setor, segundo os especialistas, é a segurança que o empreendimento proporciona ao franqueado. Aumentou o número de demissões e ainda há um clima de incerteza sobre o que irá acontecer nos próximos meses. A franquia acaba sendo uma ótima opção para o início de um negócio próprio, afirma Melitha Prado, advogada especializada em relacionamento de redes varejistas e franqueadoras.

Adriana concorda com a advogada e diz que a franquia é uma excelente alternativa aos aspirantes a empreendedores , porque o produto e serviço oferecidos já foram testados e aprovados. Assim, as chances do negócio fechar são menores.

Ela conta que antes de optar pela Fisk fez uma ampla pesquisa do setor. Escolheu a rede porque acha a marca séria, além de se identificar com a área educacional. Sempre estudei línguas e por ser um ramo que tenho certo entendimento acredito que fica mais fácil tocar o negócio do que se montasse, por exemplo, um restaurante, diz.

Aberta em outubro de 2008, a escola comandada por Adriana tem atualmente 61 alunos e seis funcionários. A empresária pretende atingir o ponto de equilíbrio de 90 alunos em julho deste ano. Se tudo continuar indo bem, o retorno do investimento feito (ela prefere não revelar números, mas afirma que aplicou mais de R$ 100 mil) será obtido até o final de 2010.

A empreendedora participa ativamente da administração e se orgulha ao ver o crescimento da empresa. Cada nova etapa dá um frio na barriga, pois saí de um universo previsível, com um bom salário garantido todo mês, férias e benefícios. Hoje tenho outras pessoas dependendo de mim, a responsabilidade é maior, porém é muito bom ver que estou no caminho certo, diz. A empresária afirma que planeja inaugurar a segunda unidade no ano que vem.

Alerta aos franqueadores
Embora as franquias sejam hoje uma das opções mais seguras de investimento, Melitha explica que, em momentos como o atual, os franqueadores devem tomar cuidado redobrado na hora de escolher os franqueados. Muita gente não tem a menor noção de como gerenciar um negócio. É preciso selecionar com mais critério, afinal, uma escolha mal feita traz sérios prejuízos à rede.

A consultora diz que o franqueador deve avaliar não só o potencial financeiro do candidato, mas certificar-se se ele tem condições de operar a unidade em seu cotidiano. Lance mão de todos os recursos possíveis: entrevistas, avaliações, análise de perfil psicológico, test-drive, enfim, tudo o que lhe permita conhecer mais detalhadamente o seu futuro franqueado.

Melitha ressalta a importância de ser transparente durante as negociações. Prometer o que não é possível cumprir e omitir detalhes e dificuldades do negócio aumentam as chances da parceria dar errado.




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