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Quem vai a campo?




Se sua resposta foi “o consultor de campo é que deve fazer este trabalho”, sugiro refletir sobre este conceito.

Sem dúvida, que para realização de seu trabalho, é inerente a atividade da consultoria de campo, o trabalho presencial em unidades sob sua gestão, no entanto, o gestor da rede ou executivo responsável pelo negócio, crer que poderá somente por relatórios e fotografias, entender como está sua rede, é um engano. Parafraseando o que ouvi algumas vezes no mercado, e assumo como verdadeiro: “quem fica mais de seis meses atrás da escrivaninha, começa a falar abobrinha”.

Veja, sair a campo, vivenciar o que acontece nas ruas, nos corredores de shopping, “sentir” o cliente, observar os concorrentes e, mesmo àqueles que em um primeiro momento não parecem concorrentes é fundamental para o aparecimento de novas ideias, do surgimento de insights e para alinhamento com sua equipe.

Sair a campo, não tem como finalidade, fazer a supervisão do trabalho de sua equipe de consultoria de campo, pois para isto, você terá um profissional em seu quadro, que dependendo do estágio e tamanho da empresa, em algum momento, será o principal executivo da empresa, mas o que quero dizer é que a finalidade de sair a campo vai um pouco além. Outro aspecto desta situação é que quando sua rede de franqueados tem conhecimento que os gestores em diversos níveis observam suas operações em campo, sentem maior envolvimento e cuidado com o negócio e desmistificam a visão que o franqueador fica em uma sala, confortavelmente em seu ar condicionado e não conhece o que está acontecendo na operação.

A contrapartida desta situação é que você deverá estar preparado para o que irá observar, seja em aspectos positivos que deverão ser difundidos e premiados ou em aspectos negativos, que deverão compor um plano de ação e avaliação da operação do franqueado. Outra situação é que sair a campo e conversar com seu franqueado, é semelhante a perguntar para alguém que você encontra na rua: “como vai?” e ele resolver lhe contar, ou seja, em visita à unidades franqueadas, seu franqueado irá expor sobre seu dia a dia, com exposição de sugestões e críticas e neste momento deverá sentir-se ouvido, caso contrário, entenderá a visita como algo inócuo, como uma ação de mero protocolo.

Outro aspecto que observamos com alguma frequência, é o “falta tempo para eu ir a campo”. Veja, a partir do momento em que você é gestor de um negócio de varejo, realizar visitas no campo, é algo que deve fazer parte de sua agenda. Não pode ser algo que você fará quando tiver tempo. Conheço um executivo que já atuou em grandes redes, que tem em sua agenda o “dia do mercado”, uma vez por semana, faça chuva ou faça sol, é o dia em que sai a campo. Neste dia não agenda reuniões ou outros compromissos, pois já está comprometido com o dia do mercado. Se sua organização será semanal, quinzenal ou mesmo mensal, dependerá de avaliação das características de seu empreendimento, mas que se for algo que ficará relegado ao segundo plano, melhor não fazer.

Verá como terá surpresas e melhorias ao levar esta ação como algo que faça parte de seu trabalho como gestor de negócios em rede.

Fonte: Arlan Roque para: administradores.com.br

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