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Saiba o que fazer para entrar para o clube dos empresários que faturam mais de R$ 100 milhões.




Inspire-se com as estratégias adotadas por empresas que também começaram pequenas e cresceram muito.

Foram quase sessenta anos de trabalho até que a fábrica de móveis Florense – criada por Lourenço Castellan, hoje com 82 anos – se transformasse em uma das maiores do País. Com faturamento de R$ 190 milhões anuais, a empresa baseou sua estratégia de crescimento na construção de uma reputação impecável com clientes e também fornecedores.

O administrador David Pinto, 27 anos, tem um terço da idade de Castellan, mas também administra um negócio de sucesso: o Dr. Resolve. Em menos de dois anos, a empresa de reparos e reformas em imóveis já fatura R$ 200 milhões por ano.

Lourenço e David comandam negócios integrantes do seleto clube de empresas que faturam mais de R$ 100 milhões – 1% dos atuais 6 milhões de empreendimentos em atividade no País. Sonho de todo empreendedor, esse grupo reúne histórias que provam: qualquer pequena empresa pode chegar ao topo.

Imaginarium:
É difícil imaginar, por exemplo, que até 1997 o escritório da Imaginarium possuía apenas um computador. “Já existiam várias franquias, mas a tecnologia da época tornava o processo de desenvolvimento de produtos muito lento”, lembra o sócio da rede, Carlos Zilli.

Hoje isso mudou. A marca possui 97 lojas, 19 quiosques e 600 pontos multimarcas. O faturamento chegou a R$ 110 milhões no ano passado e até 2015 a meta é abrir 100 novas unidades. A estratégia de popularização da Imaginarium foi baseada no lançamento constante de produtos – ao menos um por dia. Mas para a tática realmente funcionar, foi preciso profissionalizar a gestão, controlar processos e desenvolver um plano de negócios de longo prazo. “Muitos empreendedores perdem o foco quando resolvem diversificar”, diz Zilli.

Dr. Resolve:
David Pinto, criador da Dr. Resolve, conseguiu a proeza de organizar seu casamento e abrir uma empresa ao mesmo tempo. Isso porque a proposta do negócio surgiu, justamente, por causa do atraso na obra que ele e a mulher realizavam no apartamento onde viveriam.

A demanda pelo serviço de reformas em residências era tão grande que o investimento inicial de R$ 35 mil foi recuperado no primeiro mês de operação. No ano passado, as vendas dispararam e a empresa já conta com 400 franquias. O rápido crescimento, porém, trouxe problemas – houve falhas no suporte aos franqueados e o sucesso fez surgir concorrentes que copiaram até o slogan da marca. Para driblar os desafios, David contratou profissionais experientes e também apostou no seu plano de negócios.

Multicoisas:
A empresa idealizada por Lindolfo Martin cresceu pelo modelo de franquias. O êxito, no entanto, é resultado do atendimento impecável e da busca constante por inovação. “Percebi que se criasse uma empresa que pensasse no dia a dia da casa atenderia o cliente muito melhor”, conta o empreendedor.

Para manter a qualidade da rede durante a expansão, Martins criou centros de treinamento e distribuição. Em 2008, a empresa somava 60 lojas. Hoje são 135 e o faturamento chegou a R$ 228 milhões.

Dudalina:
A confecção de camisas foi herdada pelos 16 filhos do casal Duda e Adelina, que começaram o negócio em 1957. Hoje, apenas dois deles permanecem à frente da empresa, afinal, a família percebeu que o crescimento dependeria da gestão profissional dos negócios. “Fizemos um acordo de acionistas bem feito. As pessoas não preparadas saíram espontaneamente”, conta o herdeiro e diretor de varejo da marca, Rui de Souza.

Essa gestão eficiente foi a chave para o desenvolvimento da empresa, que passou a traçar metas ousadas de crescimento – e a garantir bônus aos funcionários quando elas eram atingidas. Funcionou. Atualmente, após a criação de uma marca feminina, o faturamento chegou a R$ 274 milhões por ano. Pouco para o plano dos herdeiros: atingir R$ 1 bilhão em 2016.

1 - Planeje - Ter um plano de negócios bem estruturado, de longo prazo e que considere cenários diferentes é muito importante, resume David Pinto.

2 - Não abuse - O lucro precisa ser reinvestido na empresa. Dessa forma, as retiradas do dono devem ser modestas nos primeiros anos do negócio.

3 - Sonhe - Martins, da Multicoisas, e Souza (Dudalina) traçaram metas para o futuro das empresas, o que os ajuda a não perder o foco.

4 - Valores - Criar valores e ter uma cultura corporativa auxiliam a manter a identidade na expansão e a ganhar boa reputação.

5 - Estratégia - Investir em peças inovadoras e lançamentos frequentes foi a estratégia que levou a marca Imaginarium ao topo do mercado.

Fonte: LIGIA AGUILHAR para, O Estado de S. Paulo.

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