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O franqueador não me visita, e estou inadimplente. O que devo fazer?




O franqueado deve se sentir à vontade para transmitir suas dificuldades ao franqueador, mas as duas partes precisam cumprir suas obrigações.

“Possuo uma franquia na área de vestuário. Nos últimos dois anos, o resultado não está positivo, e o franqueador não tem me visitado como deveria. Estou ficando inadimplente com ele. O que devo fazer neste momento?”

A inadimplência de pagamentos com o franqueador pode resultar em graves consequências contratuais para o franqueado, com indenizações e a rescisão da franquia. Por esse motivo, o franqueado deve estar atento no assunto e transmitir ao franqueador suas preocupações e as razões que podem aliviar essa situação. Se uma das partes reclama seus direitos contratuais, deve estar em dia com suas próprias obrigações.

No mundo das franquias, o franqueado é responsável pela gestão e pelos resultados da franquia sob seu comando, com a grande vantagem de contar com o apoio da franqueadora e com orientações, enquanto durar a relação contratual entre os dois. Em contrapartida, o franqueado tem obrigações, como cumprir as metas de vendas determinadas pelo franqueador para os franqueados da rede, prestar informações para a franqueadora, administrar o negócio e seus recursos físicos, financeiros e humanos e seguir as regras e padrões determinados pela franqueadora, entre outros.

É importante destacar que os resultados dependem do franqueado, pois o franqueador fornece o seu know-how, produtos, suporte e apoio.

A ausência do franqueador e a falta de conhecimento sobre as necessidades de cada região franqueada, a falta de tempo para atender às reivindicações do franqueado, a ausência de visitas de campo periódicas e a falta de recursos para criar um canal de comunicação direto com os franqueados são os principais inimigos do bom relacionamento do franqueador com o franqueado.

Portanto, o ideal é que haja o máximo de seriedade e transparência na comunicação, como uma forma de trocar experiências sobre o funcionamento da rede, já que um depende do outro para crescer e obter resultados, beneficiando todos os envolvidos nessa parceria.

Se houver qualquer problema que comprometa essa relação, o franqueado deve se sentir à vontade para transmitir ao franqueador suas dificuldades. No entanto, antes tudo, é importante fazer uma análise sobre o compromisso da franqueadora previsto nos instrumentos jurídicos (Circular de Oferta de Franquia, Contrato e Pré-Contrato) e levar as dúvidas para a próxima reunião com o franqueador de sua rede. O diálogo é o ideal, mas por segurança o franqueado deve analisar muito bem todas as informações para se preparar, caso haja a necessidade de discutir juridicamente qualquer aspecto ligado às obrigações de cada parte.

Fonte: Por Ricardo Bomeny (Presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF)) www.revistapegn.globo.com

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