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Franquia é opção de negócio para quem quer menos risco.




Quem optar pelo modelo de franquia tem à disposição cerca de duas mil marcas para escolher.

Ser franqueado é melhor para aqueles que não têm experiência em administrar uma empresa, porém a liberdade de ação é menor e os custos, mais altos. Já para quem busca autonomia, empreendimento independente é indicado.

Correr menos riscos, trabalhar comum modelo testado e aprovado, mas dentro de um padrão preestabelecido sem tanta autonomia. Ou ter liberdade para administrar, tomar decisões e fazer mudanças rápidas. Esses são fatores que devem ser considerados por quem pretende abrir a própria empresa, seja uma franquia ou um negócio independente.

Escolher o melhor modelo depende do perfil de cada um e quanto há de dinheiro para investir inicialmente, afirmam especialistas. Mas alguns pontos são fundamentais para ambos: conhecimento do mercado, planejamento e não apenas gostar do produto ou serviço que pretende oferecer, mas também do dia a dia da atividade.

Na opinião do consultor de marketing do Sebrae-SP, Wlamir Bel- lo, em geral, a franquia é indicada para quem tem um histórico profissional, acumulou recursos, mas não tem experiência empresarial. Por isso, busca um modelo consolidado no mercado. "O empreendedor compra um modelo de negócio pronto e não vai sair do zero. Vai receber treinamento, suporte para o desenvolvimento do negócio, fornecedores definidos, política de preços, material do ponto de venda e fundo de propaganda", diz o consultor.

Todos esses fatores fazem com que a possibilidade da franquia não dar certo seja menor do que no negócio independente.

Foi a busca pelo menor risco que fez o empresário Adriano Caseiro, 35 anos, escolher uma franquiapara investir com a mãe Marli. "Perdi meu pai há seis anos e foi preciso vender a participação dele em uma empresa de tintas gráficas. O dinheiro ficou aplicado e decidi com a minha mãe como direcionar o recurso", diz Caseiro.

A procura pela melhor opção durou cinco anos e incluiu análise do mercado, reuniões com diversas marcas e pós-graduação em gestão de negócios com foco em empreendedorismo. A marca escolhida foi a rede de culinária saudável Seletti. A loja no Shopping SP Market foi inaugurada em junho. "Temos um padrão a seguir, mas o risco é menor", afirma Caseiro, que também tem planos de abrir um negócio independente.

Bello lembra que quem optar pela franquia terá que arcar com as taxas cobradas por todo esse suporte. E não sai barato. Tem taxa dafranquia, de propaganda eporcentual sobre as vendas, por exemplo.

O sócio diretor da consultoria de varejo ba Stockler, Luis Henrique Stockler, aponta outras características da franquia que podem desagradar ao empreendedor mais livre. "Vem tudo padronizado, decoração, treinamento, mix de produtos, fornecedores. É preciso seguir os padrões. Já a loja própria é indicada para quem tem um espírito empreendedor um pouco mais aguçado e gosta de to mar suas próprias decisões."

A empreendedora Malu Ribeiro, 56 anos, mudou de rumo após uma experiência frustrada como franqueada do ramo de cama, mesa e banho. Ela trabalhou 15 anos na área financeira e decidiu ter seu próprio negócio em 2008. "Tinha a experiência de ser funcionária e a ilusão de ser dona do próprio nariz. Mas na franquia me vi na situação de uma nova funcionária dos outros. Não gostei da primeira experiência como empreendedora, fiquei muito engessada", lembra Malu, que deixou a franquia em junho de 2010.

Abusca pelo negócio ideal continuou até chegar em uma loja de moda feminina, a Divina Flor, comprada em setembro. "Eu avalio os produtos e escolho o que vou vender na loja. É diferente e mais prazeroso", afirma Malu.

A liberdade de escolha é uma vantagem da loja própria. "Se o empresário enxerga uma tendência e o público está em busca do produto, o franqueado não tem autonomia para colocá-lo à venda. Já o dono da loja independente pode incorporar o novo item no outro dia", afirma Bello. Outro ponto é a realização de promoções. No caso do empresário autônomo, é ele quem decide uma queima de estoque, por exemplo.

Mas qualquer opção pede conhecimento do mercado e planejamento. "Todo negócio é um risco. O empreendedor deve saber lidar com a situação", diz Bello.

Duas mil opções para começar a empreender:
Alimentação, estética saúde, beleza, educação e micro franquias são áreas promissoras.

Quem optar pelo modelo de franquia tem à disposição cerca de duas mil marcas para escolher, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). O alerta do diretorda consultoria especializada em franchising e redes de negócios Francap, André Friedheim, é que o franqueado terá a receita do bolo pronta, mas terá que fazer e servir o produto. Ou seja, o franqueado não pode pensar que o negócio vai andar por si só para dar retorno.

E as expectativas são positivas. O setor espera fechar 2011 com crescimento de 15% em relação ao ano passado e um faturamento de R$ 86 bilhões. Para 2012, as previsões também são otimistas. São esperados um aumento de 15% no faturamento, alta de 8% no número de novas marcas e de 9% a 10% no número de unidades.

Para ajudar na escolha da franquia, o diretor aponta alguns segmentos de destaque. Em sua opinião, o setor de alimentação vai continuar em ascensão devido ao aumento do consumo da alimentação fora de casa e da expansão dos shopping centers.

Outro destaque é o segmento de beleza, estética e saúde. O empreendedor pode abrir um spa, uma loja de produtos ligados ao bem-estar ou a uma academia de ginástica, por exemplo. Negócios ligados à educação também são as apostas, como cursos de especialização e línguas.

Friedheim lembra que o investidor precisa ter afinidade como negócio que pretende abrir. "É preciso estudar bem a atividade que irá iniciar. É um projeto de longo prazo e você precisa gostar do que vai fazer", afirma o especialista. Os principais limitadores da expansão das franquias, segundo a ABF, são o alto custo dos imóveis deformageraleos valores dos aluguéis em shoppings. Como alternativas, surgem as galerias comerciais, lojas de ruas e até lojas em postos de combustível.

O diretortambém apontaasmicrofranquias, redes de investimento de até R$ 50 mil, como boas opções para quem busca um investimento com um custo mais baixo. "Geralmente, asmicrofranquias estão concentradas na área de serviços e não dependem tanto de pontos comerciais. É uma tendência no mercado e serve como uma bela experiência para quem busca um ponto de partida. Vai depender da capacidade empreendedora do franqueado", explica Friedheim.

Dados da ABF apontam 260 marcas de microfranquias em funcionamento no País. O interessado pode consultar as opções de franquias no site da ABF: www.portaldofranchising.com.br

Fonte: ABF (Associação Brasileira de Franquias): www.portaldofranchising.com.br

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