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Fanquias: onde conseguir financiamento

05/05/2009 - Andréa Machado

Rio - Desde o estouro da crise financeira mundial - quando empresas iniciaram uma onda de demissões e a insegurança tomou conta dos empregados -, o número de brasileiros que planejam abrir o próprio negócio cresce sem parar. O principal alvo tem sido o sistema de franquia, com marcas de sucesso sedutoras e modelos formatados e estruturados. Usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pode ser o ponto de partida para se lançar no mundo empresarial. Bancos oficiais e privados oferecem linhas de crédito específicas para quem quer virar dono do próprio negócio.

Presidente eleito da ABF-RJ (Associação Brasileira de Franchising), Alain Guetta diz que a franquia é a “opção intermediária entre o assalariado puro e o empreendedor selvagem”. “Troque seu PDV (Programa de Demissão Voluntária) por um PDV (Ponto De Venda)”, brinca, usando as siglas, indicando a oportunidade como alternativa em tempos de crise.

A ABF projeta para este ano um avanço de 13%. Em 2008, o setor faturou R$ 55 bilhões, aumento de 19,5% em relação a 2007. Diversas companhias vêm registrando procura 30% maior desde novembro.

O Grupo Zaiom, por exemplo, dono de cinco marcas de baixo custo (franquias a partir de R$ 10 mil), desde o início da crise tem recebido em torno de 200 cadastros por dia em seu site. No Sorvete Itália, o número de interessados aumentou 60% e a agenda para entrevistas com possíveis franqueados será reaberta somente em junho. No Rei do Mate, a procura cresceu 25%.< /DC> A AD Life Style, de roupa masculina, tem como meta crescer 25% este ano. E, para isso, vai lançar uma nova coleção atingindo também o público feminino.

Em outubro, a ABF realiza mais uma edição da Rio Franchising Business. Apesar do evento ocorrer só daqui a sete meses, 70% dos estandes já estão vendidos e a espera é de público de 15 mil pessoas. No site (www.abf.com.br), a agenda de cursos oferece um pouco mais sobre o mundo das franquias.


Como financiar

ATÉ R$ 400 MIL
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal têm programas de financiamento para franqueados. O valor máximo financiável é de R$ 400 mil, pagos em até 72 meses, com 12 meses de carência. Os juros são, em média, de até 5,4% ao ano, mais TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo).

SIMULAÇÃO
Financiamento de R$ 50 mil em 72 prestações, sem carência, tem parcela de R$ 928,77 no início e de R$ 1.008,50, no fim. Em seis anos, o franqueado vai pagar R$ 70.013,91. A rede franqueada precisa ter convênio com a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

COMPLEMENTO
O ideal, segundo especialistas, é que os financiamentos sejam vistos como recursos para complementar o investimento. É mais indicado usar o capital próprio, fugindo dos juros e reforçando o comprometimento do novo empresário.

Fonte: odia.terra.com.br





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