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Gestão mais profissional traz como consequência a internacionalização.




O movimento de internacionalização dos shopping centers brasileiros, iniciado na virada do século e intensificado nos últimos cinco anos, foi impulsionado e beneficiado pela profissionalização na gestão do setor.

Com quase todos os grandes grupos mundiais presentes no Brasil, as empresas locais aceleraram a adoção de estratégias experimentadas por seus parceiros globais, somando a rentabilidade de um mercado jovem ao know how de quem já driblou situações semelhantes no passado.

"A profissionalização da gestão do segmento no Brasil não é consequência do capital estrangeiro. Ao contrário, colaborou para sua atração", diz o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Luiz Fernando Pinto Veiga. A expansão do mercado local, somada à queda dos internacionais, a partir de 2007, provocou maior interesse de grupos atraídos pela possibilidade de ganhar dinheiro fora de casa. "Fomos beneficiados pela cultura mais alinhada com os investidores do que a encontrada nos outros países dos Brics", avalia Veiga.

Embora os maiores players já tenham associações por aqui ─ a notória ausência é a do grupo Simon Malls, líder no ranking americano ─ há espaço para novos entrantes. "Ainda temos muitos grupos familiares. Alguns se associam, outros entregam a administração para terceiros", observa Veiga. O australiano Westfield foi o último a aportar no Brasil, com a Almeida Junior.

Recentemente correram rumores não confirmados de contatos entre a General Shopping e o Simon Malls. Outro que se movimenta é o Pátio Mix, de Marcelo Kingston e Leonardo Matheson, ex-dirigentes da BR Malls. Segundo Kingston, a empresa prepara iniciativa de internacionalização. A atualização das estratégias em linha com as tendências mundiais é um dos reflexos da globalização do setor. A Aliansce, em 2004, nasceu de joint venture entre a Nacional Iguatemi e a norte-americana General Growth Properties (GGP), que detém 31% de participação. Segundo o diretor-executivo, Henrique Cordeiro Guerra, foi a primeira a receber um investidor estratégico externo para criar uma plataforma e aproveitar oportunidades como a subpenetração. Com a parceria e o aporte de recursos, o crescimento ganhou velocidade. Nos últimos cinco anos, a Aliansce abriu nove empreendimentos e inaugura mais quatro nos próximos dois anos. Outro impacto foi a sofisticação da governança, com comitês de auditoria e ética. Isso preparou o terreno para a chegada da Gávea Investimentos, em 2006, e para a abertura do capital na Bovespa, em 2010. A Multiplan, cuja previsão é de chegara 2013 com mais de 610 mil m² de ABL, 66% mais que neste ano, é outra que aponta o conhecimento internacional como alavanca para a profissionalização do setor no Brasil.

O vice-presidente e diretor de relações com investidores, Armando de Almeida Neto, diz que a Cadillac Fairview, em 2006, ao comprar 46% do negócio não veio só com o capital que possibilitou à Multiplan dobrar de tamanho, mas ajudou na atração e na especialização de talentos.

A extensão do conhecimento sobre o mercado local para clientes do exterior também é estratégia da Sonae Sierra Brasil, segundo o CEO José Baeta Tomás. A empresa tem o controle dividido entre a portuguesa Sonae Sierra e a norte-americana DDR, administra 353 mil m² de ABL , tem dez shoppings em operação , três em desenvolvimento, além da expansão do Shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo (SP). Segundo Tomás, como o Brasil é o país onde o setor mais cresce, há iniciativas de trazer operações de fora para cá, sobretudo de lojistas.

Fonte: ABRASCE:(Associação Brasileira de Shopping Centers) www.portaldoshopping.com.br

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