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Anhanguera Educacional está entrando em uma nova fase de expansão.

Data: 06/04/2009 01:26:07 [571 Palavras]

Publicação: Gazeta Mercantil (Brasil)
Autor: Gazeta Mercantil

São Paulo, 6 de Abril de 2009 - A Anhanguera Educacional está entrando em uma nova fase de expansão. Se nos últimos dois anos, o foco foi o crescimento por aquisições, agora é a expansão orgânica que dará a tônica dos negócios da empresa. Até 2010, o grupo prevê a abertura de seis novas unidades, chegando a 59 campi em todo o País. Para este ano estão previstas de uma a três unidades no segundo semestre.

"A expansão por aquisições deverá continuar neste ano, mas não na mesma intensidade de 2008. Estamos analisando uma série de oportunidades que podem se concretizar nos próximos meses", afirma Ricardo Leonel Scavazza, vice-presidente de operações e relações com investidores da empresa. As futuras aquisições deverão ser feitas com a geração de caixa da empresa em 2009, já que os recursos oriundos do mercado financeiro já foram utilizados para cobrir as aquisições feitas em 2007 e 2008. "Também consideramos a captação de dívida e possivelmente ainda uma operação de venda de imóveis", afirma. A empresa não considera emissão de novas ações nesse momento.

Desde que em lançou ações no mercado em 2007, com uma captação de R$ 860 milhões no total, o grupo vem promovendo uma verdadeira corrida em busca de boas oportunidades de mercado. Só no ano passado, investiu R$ 485 milhões na compra de empresas. "Esse valor é semelhante ao que foi captado pela Anhanguera no segundo programa de ações (R$ 478,6 milhões)", afirma. Com esses recursos, foram adquiridas 13 empresas, entre elas as gigantes LFG (polos de ensino a distância), com recursos de R$ 80 milhões, mais pagamentos de variáveis baseados no crescimento de lucro líquido do negócio (valor que deve chegar a R$ 100 milhões) e Microlins (rede de ensino profissionalizante), com cerca de R$ 25,2 milhões. Em 2007, a empresa já havia comprado sete grupos.

A companhia investiu também em 2008 mais R$ 174,7 milhões, uma alta de 119,9 % em relação a 2007, na expansão orgânica e adequação de unidades adquiridas.

Todos esses esforços fizeram com que o caixa da empresa fechasse o ano em R$ 29,1 milhões, valor 16% inferior aos R$ 33,8 de 2007. Isso, no entanto, não preocupa Scavazza. "A empresa não tem muita necessidades de capital de giro e estamos bem cobertos quanto a provisão de devedores", afirma. As reservas da empresa quanto aos estudantes inadimplentes passaram de 4% da receita em 2008 para 5% neste ano. "Essa mudança reflete mais o nosso conservadorismo em relação ao cenário do que uma mudança em nossas contas a receber."

Scavazza é otimista quanto ao crescimento orgânico da empresa. "Esperamos ter um aumento 30% nas matrículas de vestibular este ano na graduação e 45% nos polos de ensino a distância", diz. Em 2008, a empresa alcançou 37 mil matrículas na graduação e 13 mil na educação a distância.

A Anhanguera encerrou 2008 com 157,2 mil alunos matriculados, um aumento de 177% em relação a 2007. No entanto, o tíquete médio da empresa teve uma queda de 13,7%, para R$ 346,7, resultado do crescimentos dos cursos de ensino a distância. A receita líquida da empresa cresceu 139,1%, para R$ 654,2 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 130,7 milhões, com margem de 20%. A empresa teve o lucro líquido impactado em R$ 8,5 milhões pelas mudanças na Lei 11.638/07, fechando o ano com R$ 79,4 milhões, crescimento de 25,1%.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Regiane de Oliveira)



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