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Portobello planeja abrir 50 franquias em cinco anos.


Inaugurada em 1918 por Virgílio Di Cicco, armazena hoje mais de 37 mil itens numa área total de 200 mil m²

Na esteira do bom momento vivenciado pelo setor de construção civil no Brasil, - recentemente turbinado pela prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até agosto do ano que vem - empresas do setor vêm investindo pesadamente na ampliação de seus canais de franquias e na diversificação de seu mix de produtos.

No caso da Portobello Shop, empresa catarinense de capital aberto, que obteve receita líquida de R$ 268 milhões no primeiro semestre deste ano - 19% a mais do que o registrado no ano passado - a estratégia consiste em abrir 50 novas unidades em todo o território nacional nos próximos cinco anos. "Crescemos acima da média nacional, conquistamos, assim, market share. Considerando-se apenas o mercado doméstico, nossa receita cresceu 22%", afirma Mauro Valle, diretor-comercial da Portobello.

Mesmo tendo sido atingida pelas intempéries que recentemente abateram seus estoques em Santa Catarina, a empresa tem metas agressivas e planeja abrir pelo menos uma nova unidade em capitais onde ainda não possui lojas (caso de Belo Horizonte, Fortaleza e Rio Branco) além de em cidades de menor porte. A última inauguração ocorreu em agosto, na cidade de São João da Boa Vista no interior de São Paulo.

De olho no aumento do poder aquisitivo do consumidor brasileiro e na migração da classe C para as classes A e B , a rede de 107 lojas espalhadas por mais de 60 franqueados, dobrou seu número de lançamentos do ano passado pra cá, passando de uma média de 12 linhas para 22 em 2011 .

A intenção é atender todas as demandas de consumidores, com produtos que vão desde a linha básica até os de fabricação exclusiva.

O destaque, fica por conta, principalmente, das linhas desenvolvidas com materiais naturais, que reproduzem fielmente elementos naturais, como madeiras e mármore.

"Nossa operação vem crescendo substancialmente, loja a loja. Observamos principalmente uma maior procura por produtos de fabricação exclusiva, provando existir uma mudança no perfil do consumidor brasileiro. Daí essa nossa preocupação de montar uma a força tarefa e não perder o bom momento do mercado. Isso significa abrir uma loja em cada capital de estado e entrar onde ainda não estamos presentes", explica Guilherme Siriani Jr., gerente de Expansão da marca.

Para se tornar um franqueado a rede oferece taxas que variam de R$ 30 a 90 mil, dependendo do tamanho da loja, com investimento inicial médio girando em torno de R$ 255 a R$ 608. É possível ainda adquirir uma linha de crédito pela Caixa Econômica Federal.

Para o executivo, o aquecimento do mercado de franquia representa uma oportunidade única de qualificar o cliente e ampliar o market share no País.

"Hoje, apenas 8% de nossa produção é revendida para o exterior. Nosso foco mesmo é o consumo interno, provando que o brasileiro vem procurando cada vez mais diferenciais como design e qualidade", revela Guilherme.

Esse ano, a empresa, que mantém 400 itens e mais de 1000 formatos em seu portfólio, apresentou sua coleção, composta de quatro grandes grupos. O grupo "Tons Naturais" é formado por nove linhas reproduzidas em porcelanato, que alcança semelhanças com madeira nacional. O grupo pigmento em detalhes apresenta três linhas, que reproduzem porcelanato em diferentes técnicas. Por fim, o grupo Up Grandes, tem quatro linhas de grandes formatos que reproduzem mármore e concreto para aplicações em ambientes residenciais e comerciais. Como o foco do negócio é a sustentabilidade, a coleção, inspirou-se em 30 variações de madeira (canela, imbuia, eucalipto, cumaru, rovere e peroba), "resolvemos investir em produtos que não utilizam madeira na sua produção e ainda garantem a qualidade e a durabilidade, sem prejudicar o meio ambiente", disse Guilherme

Na corrida
Outra marca do setor varejista, a Dicico, que obteve faturamento estimado em R$ 800 milhões em 2010, abriu sua primeira franquia do varejo para material de construção, na cidade de Vinhedo, no interior de São Paulo e tem expectativa de ampliar o faturamento para R$ 1 bilhão até o final desse ano, a partir do modelos de franquias. A empresa, que conta hoje com 55 unidades em São Paulo, também planeja investir em outros estados, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do país.

"O sistema de franquias deve crescer mais do que a abertura de lojas próprias", diz Jorge Letra, co-presidente da companhia. Segundo ele, a expansão acontecerá de acordo com a capacidade da Dicico para manter uma logística adequada de distribuição.

Fonte: www.dci.com.br

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