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Aumento nas franquias de Redes de Beleza.


15 mil lojas franqueadas movimentaram R$ 11,8 milhões em 2010.

A expansão do setor de beleza e estética fica evidente no aumento das franquias que exploram o segmento, nas vendas de produtos para o consumidor final e no número de estabelecimentos que oferecem produtos e serviços específicos.

Para conquistar clientes, alguns empreendedores pretendem investir até R$ 50 mil, ainda em 2011, na reforma de imóveis e compra de equipamentos de estética. Novas contratações de cabeleireiros, manicures e fisioterapeutas também estão na agenda dos empresários.

O valor das entregas de itens de higiene pessoal, perfumes e cosméticos no Brasil passou de R$ 21,3 bilhões em 2008 para R$ 27,3 bilhões em 2010. Segundo estimativas da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) e da consultoria Booz & Co., até 2015, o setor deve movimentar R$ 50 bilhões.

Os pequenos negócios do ramo também pipocam em cada esquina. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Beauty Fair Feira Internacional de Cosméticos e Beleza, uma das maiores do setor, indicam que o número de salões no país saltou de 11,8 mil em 2007 para 14,4 mil unidades em 2009. Mas por conta da alta informalidade, estima-se que esse número seja bem maior.

"A expectativa é que a feira deste ano, com 450 expositores e 900 marcas, movimente R$ 388 milhões, 15% a mais do que no ano passado", afirma Luciane Beltran, diretora da Beauty Fair, que acontece de 10 a 13 de setembro, em São Paulo (SP).

Na área de franquias, 30 novas marcas de beleza e saúde surgiram no último ano. Com isso, já há 320 redes e 15 mil lojas franqueadas, que movimentaram R$ 11,8 milhões em 2010, R$ 2 milhões a mais que o valor obtido em 2009, segundo Ricardo Camargo, diretor da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

"Devido ao aumento do poder de consumo da classe C e de haver mais mulheres no mercado de trabalho, as franquias na área de depilação e clínicas de estética destacam-se no segmento", afirma Camargo.

No Rio de Janeiro, a fisioterapeuta Juliana Silva Teixeira abriu a clínica de estética Libert há dois meses e já planeja agregar novos serviços. Com sete funcionários, incluindo uma nutricionista e um médico, a clínica faz aplicação de botox, drenagem linfática, massagens e limpeza de pele. "Vamos contratar mais duas fisioterapeutas e comprar um aparelho de redução de celulite", adianta.

A clínica faz até 24 atendimentos ao dia e 80% dos clientes são mulheres. Depois de investir R$ 40 mil, a empresária planeja aplicar mais R$ 30 mil, até o fim do ano, na compra de equipamentos. Entre as novidades do mercado, há máquinas para o tratamento de gordura localizada e tonificação muscular, além de tecnologias para evitar rugas e flacidez.

Segundo Juliana, além da modernização dos serviços, os maiores desafios para manter a empresa são conseguir mão de obra especializada e escapar da sazonalidade do setor.

Para Mônica Ramos e Martha Fernandes, sócias do salão Le Pre- mier Coiffeur, que funciona há 16 anos na capital fluminense, empresários interessados em abrir um negócio devem fazer uma pesquisa de mercado para encontrar o local ideal para o estabelecimento e evitar a concorrência direta. "Se o empreendedor não for do ramo, deve procurar um curso de administração de salão, como os que o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) oferece", diz Mônica, que trabalhou como secretária durante 15 anos, antes de abraçar o negócio. Somente o Senac-Rio de Janeiro oferece mais de 20 cursos na área de beleza e bem-estar. Os programas receberam 20% a mais de matrículas em 2010, ante 2009.

"Em um mercado com alto índice de crescimento, o número de empresários interessados no setor tende a aumentar", avalia Filo- mena Garcia, sócia-diretora da Franchise Store, especializada em franquias. "As empresas devem definir um modelo de negócio que atenda as expectativas do consumidor e, ao mesmo tempo, estar preparadas para ocupar mercados menores ou grandes centros."

Alta informalidade nas relações de trabalho é um dos desafios do setor
Para vencer em um mercado competitivo, pequenos e médios estabelecimentos do setor de saúde e beleza precisam driblar obstáculos como a infonnalidade, inclusive nas relações trabalhistas que envolvem manicures e assistentes de cabeleireiros-a maioria trabalhando sem carteira assinada. Além disso, devem ter diferenciais para atrair e manter clientes.

"Convém estabelecer em contrato as relações de trabalho e os serviços a serem prestados no estabelecimento", explica o consultor Valter Pieracciani, especiaüzado em inovação e desenvolvimento de empresas. "A informalidade acaba se transformando em um problema para o negócio."

Segundo levantamento feito pela Beauty Fair-Feira Internacional de Cosméticos e Beleza, com dados da Rais, os 14,4 mil salões de beleza formais no Brasil empregaram quase 70 mil pessoas em 2009, último ano da pesquisa. No acumulado de 2005 a 2009, o aumento no número de postos de trabalho foi superior a 40%. "As micro e pequenas empresas são responsáveis por 42% dos empregos oficiais do segmento", diz Luciane Beltran, diretora da Beauty Fair.

Para especialistas, o crescimento e a concorrência no setor são altos porque as barreiras de entrada nesse mercado são pequenas. "O investimento inicial é relativamente baixo e o que vai contar no sucesso do empreendimento será a diferenciação dos serviços."

O consultor lembra o exemplo da rede de salões Soho, que conseguiu se descolar da concorrência ao introduzir novidades no corte de cabelos, como massagens e profissionais vestidos de quimonos. "Se for entrar no mercado, entre diferente", aconselha.

Na Clínica Pazos, no Rio, a diretora Fátima Pazos investe este ano R$ 200 mil em aparelhos de radiofreqüência e laser para o tratamento de flacidez, rejuvenescimento e depilação indolor.

Fonte: Valor Econômico - 31/08/2011

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