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Franquias de alimentos são investimento seguro.

Segmento é campeão de faturamento do último ano, com crescimento de 39,9%. O faturamento em franchising no período citado foi de R$ 75,987 bilhões


A rede Spoleto obteve em 2010 crescimento de 12% em pontos de venda, com 25 novas lojas.

Quer abrir um negócio através de franquia é sinônimo de investimento seguro e retorno financeiro em curto espaço de tempo já não é novidade. O que muitos talvez desconheçam é o fato do segmento de alimentos franchising ser o que mais cresceu em faturamento de 2009 para 2010: R$ 15,288 bilhões. Uma variação de 39,9% em relação ao ano anterior.

Como um todo, o segmento de franquias do Brasil teve um crescimento de 20,4% no ano de 2010, em relação ao ano anterior. A previsão até o fim deste ano é de um aumento de 15%, ou seja, três vezes o PIB. O faturamento em franchising no período citado foi de R$ 75,987 bilhões.

"É importante ressaltar que dentro do conceito de refeição, de acordo com a ABF (nacional), existem os segmentos de Alimentação, Bares e Restaurantes, e Bebidas, Cafés, Doces e Salgados. O ramo de Alimentação foi o campeão no ranking de faturamento do último ano: 39,9%. Ao todo são 85 marcas. Já em Bares e Restaurantes existem 43 associados. Em Bares, Cafés, Doces e Salgados, as marcas somam 64", explica a presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF-Rio), Fátima Rocha.

Ela argumenta que um dos motivos do crescimento do segmento das franquias de alimentos está ligado ao aumento da mulher no mercado de trabalho.

"A mulher deixou de ser dona de casa. Além dela agora estar na rua por conta do trabalho, também obriga a sua própria família a comer fora na medida em que não tem mais tempo para as obrigações domésticas", analisa.

Também diretora comercial da rede MegaMatte, Fátima Rocha, atribui o sucesso da marca à busca do consumidor por produtos mais saudáveis. Ela afirma que foram 100 franquias inauguradas em apenas quatro anos.

"Em 2005 lançamos a nossa primeira loja piloto, mas somente em 2007 inauguramos a primeira franquia. Hoje, devemos completar o ano de 2011 com 100 unidades inauguradas. A opção por alimentos mais saudáveis deu certo, mas o fato de não termos tornado o cardápio 100% natural, segmentando demais o nosso público, ampliou nosso mercado", explica. Ela disse ainda que a meta são mais 100 lojas até 2015. "Pretendemos dobrar o número de franquias neste mesmo período de quatro anos", afirma a diretora da Mega Matte.

Com 655 unidades em todo o Brasil, na qual 64 somente no Rio de Janeiro, a rede Subway, que tem como especialidade a venda de sanduíches e saladas, pretende abrir aproximadamente 210 novas franquias até 2012.

"Nossa expansão tem sido uniforme na maior parte do Brasil. Porém, devido à extensão territorial e a complexidade logística do Norte do Brasil, acreditamos que ainda haja bastante campo para desenvolvimento dentro desta região", planeja Roberta Damasceno, gerente nacional da Subway. Sobre as vantagens em se abrir uma franquia de uma marca conhecida ou invés de uma própria, a gerente da Subway, que é uma das redes de franquias mais fortes no mundo com 34 mil unidades, relata que o franqueado tem a garantia de investir em uma empresa já consagrada no mercado.

"Ele recebe treinamento e apoio do franqueador em planejamento e gestão. Tem ajuda na divulgação e promoção; economiza na compra de materiais por causa do volume maior que atende a toda rede; entre outras vantagens".

É importante identificar público-alvo:
Michel Jager, sócio fundador da Koni Stori, rede de temakeria (fusão da gastronomia japonesa ao estilo internacional de fast food), chama a atenção para a importância de se identificar o seu público-alvo na hora de escolher a marca e o local onde montar.

"O fundamental para quem pretende ter sucesso é entender as características do público-alvo e tentar estar perto dos seus hábitos", diz o dono da marca Koni que têm 39 lojas entre próprias e franquias e uma em Portugal.

A rede Spoleto, do segmento de culinária rápida italiana, obteve em 2010 crescimento de 12% em pontos de venda, com 25 novas lojas, e registrou faturamento de R$ 345,6 milhões, 19% a mais do que em 2009. A projeção até o fim de 2011 da empresa é assinar 35 novos contratos chegando ao faturamento de R$ 390,8 milhões (o equivalente a 13% de crescimento). Atualmente possui 301 restaurantes sendo 273 no Brasil e 28 no exterior (26 no México e duas na Espanha).

A maior concentração de lojas da rede está em São Paulo (92) e no Rio de Janeiro (60). Um desses franqueados cariocas é Ariel Cohen, de 44 anos, dono de quatro franquias da Spoleto. Duas em Niterói e duas em São Gonçalo. Ele lembra que a busca do próprio negócio através de franquia foi uma escolha pelo know how e por uma marca conhecida.

"Criar marca e produto próprio é começar do zero. Como eu não conhecia o ramo de alimentação, achei melhor a franquia. Minha primeira Spoleto foi em 2001 em Niterói. Hoje já são quatro lojas com 65 funcionários ao todo", destaca Cohen.

Roberto Gil, de 48, que montou sua primeira loja da Mega Matte no ano de 2007 em Niterói, abriu a sua segunda franquia da rede em abril passado em São Gonçalo.

"Em apenas três meses esta última loja inaugurada já passou a ser autossustentável. Isso revela o poder da marca. O fato de eu ser contador e ter pós-graduação em finanças pode ter ajudado, mas não é mágica. Temos que estar à frente do negócio e seguir todas as ações comerciais e de marketing da franquia", dá a dica Gil, que planeja uma terceira em mais um ano.

Thiago Vilaça, de 30, abriu, com mais dois sócios, uma franquia da Subway em dezembro do ano passado em Itaipu. Ele disse que inicialmente pretendia abrir um bar ou um restaurante. "Entretanto, como percebi que a tendência da população é se alimentar melhor, vi na marca uma oportunidade de um bom negócio. Outro fato que me agradou foi a operação da Subway que é bem simples", comenta.

Feira:
Realizada no Riocentro, de 15 a 17 de setembro, a Rio Franchising Business 2011 confirma o momento positivo do Rio de Janeiro no cenário nacional e mundial. Este ano o evento está 50% maior que a edição passada com mais de 200 marcas expositoras. Tendo mais de R$ 50 milhões em negócios gerados em 2010, a feira projeta chegar agora aos R$ 100 milhões, atraindo mais de 20 mil visitantes interessados em investir em um negócio próprio.

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) informa que hoje são quase duas mil marcas atuando no país, com um total de 86.365 unidades franqueadas. Segundo a ABF-Rio, esse número é de 10.537 no estado. O Rio de Janeiro possui mais de 12,2% deste mercado nacional.

Fonte: O Fluminense - Rio de Janeiro - 21/08/2011

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