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Marcas migram para o interior do País.


Até cidades com menos de 100 mil habitantes entram no plano de expansão das grandes redes de franquias

Pequenas empresas localizadas em cidades do interior do País devem se preparar para competir com grandes marcas. Muitas redes de franquias, que antes colocavam apenas as capitais brasileiras em seu mapa de expansão, passaram a inaugurar unidades em regiões que chegam a ter menos de 100 mil habitantes.

"Com esse movimento, as franquias criam oportunidades para quem tem interesse em abrir um negócio de renome nessas regiões, em especial para jovens com formação universitária e bons conhecimentos técnicos que não desejam sair de suas cidades", analisa Ricardo Camargo, diretor da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

A inédita expansão das franquias para cidades menores ocorre por conta do desenvolvimento da economia e do aumento de renda da população (veja opções de negócios no quadro ao lado).

Há quatro anos, a rede Giraffas nem sequer cogitava colocar sua marca em um município com menos de 200 mil habitantes. Hoje, a empresa tem 98 das suas 359 lojas instaladas fora de capitais e 21 estabelecimentos estão em cidades com até 200 mil habitantes. "As pessoas estão viajando mais pelo Brasil e começam a conviver com as marcas nos lugares que visitam. Isso forma uma demanda tanto de pessoas interessadas em abrir a franquia como de novos consumidores", diz Alexandre Guerra, diretor de planejamento e finanças da empresa.

Na rede Giraffas não houve adaptação do modelo de negócios para as franquias do interior. Mas normalmente não é isso o que acontece. "As redes precisam reduzir o tamanho de suas lojas e seu mix de produtos para adequar o formato da franquia ao potencial da cidade", explica Fernando Campora, sócio da consultoria de franquias Grupo Cherto.

A rede de bijuterias Morana, que hoje tem 70% das suas unidades no interior, estuda criar um modelo de franquia enxuto para atingir cidades que tenham entre 40 mil e 50 mil habitantes. "Seriam corners (pequenos balcões) instalados em lojas multi-marcas", explica Eduardo Morita, diretor de negócios da empresa. "Assim, conseguiremos levarnossos produtos para municípios pequenos a um custo baixo para o franqueado."

O Bobs, uma das principais redes do País, criou três modelos de franquia conforme o tamanho da cidade - e fez disso a receita para chegar a 800 unidades. Regiões com menos de 120 mil habitantes comportam quiosques, que comercializam apenas sorvetes e milk-shakes.

Cidades com população entre 120 mil e 400 mil pessoas podem ter uma unidade do BExpress by Bobs, que além dos gelados vende oito tipos de lanches. E municípios com mais de 400 mil habitantes podem abrigar uma loja completa. "A nossa estratégia em cidades muito pequenas é começar com o quiosque e, a partir dele, criar na região uma identidade com a marca", conta Marcello Farrel, diretor da empresa.

A força da marca é um dos principais trunfos das franquias e foi por isso que a rede Ortodontic Center converteu para a bandeira da empresa clínicas odontológicas já existentes em cidades menores. "Percebi que poderíamos ter um modelo de franquia mais barato. O franqueado pagaria uma quantia baixa para usufruir das vantagens que oferecemos, como apoio na gestão do negócio", explica o franqueador Fernando Massi.

Em Assis, cidade com 95 mil habitantes no interior de São Paulo, o dentista Genivaldo dos Santos abriu em junho uma franquia da rede. Hoje, ele cobra pela consulta metade do preço praticado pela concorrência. Resultado: conquistou mais clientes.

Fonte: O Estado de S. Paulo- 31/08/2011

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