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Carrefour fecha supermercado no Ipiranga.


Durou pouco mais de 5 anos as atividades da rede varejista francesa Carrefour no Ipiranga. Com um prejuízo de 249 milhões de euros, algo em torno de 600 milhões de reais, registrado no primeiro semestre deste ano, o grupo decidiu fechar a loja da rua do Manifesto, numa tentativa de reverter prejuízos que se acumulam. No Morumbi, também foi fechada uma unidade.

Muita gente foi pega de surpresa ao chegar para fazer compras no Carrefour do Ipiranga, localizado na rua do Manifesto, 931, na manhã de segunda-feira (29). Com o estacionamento funcionando normalmente, ao subir para o supermercado, os consumidores se depararam com a loja fechada com cartazes que diziam “A loja Carrefour Ipiranga está encerrando suas atividades, mas você vai continuar a ter um Carrefour perto de você”, se referindo a unidade do Cambuci, na praça Alberto Lion, 100.

Além da loja do Ipiranga o Carrefour também fechou a unidade do Morumbi. Para o consumidor o fechamento das duas unidades do Carrefour em São Paulo (a empresa também, fechou outra unidade em Vitória), pode ter sido uma surpresa. No entanto a decisão do Carrefour é uma tentativa de reverter os prejuízos que estão se acumulando este ano. No primeiro semestre o grupo varejista francês registrou um prejuízo líquido de 249 milhões de euros, algo em torno de 600 milhões de reais. Além disso, as operações na França, Grécia e Itália apresentaram grandes prejuízos, sem contar a queda nas vendas na Espanha, que reduziu sua participação do faturamento do grupo e perdeu o segundo lugar para o Brasil.

Na segunda-feira ainda havia circulação de pessoas no interior do Carrefour, já que o supermercado não fez nenhum anúncio prévio de fechamento. “Nossa, está fechado? O que aconteceu?”, indagou Elizandra Batista, de 57 anos. “Faço compras aqui há mais de 5 anos e nem sabia que iriam fechar. É uma pena”. Gilberto Brito também surpreendido. “Ué, fechou?”, perguntou Maria Helena Aurecchio, que já estava empurrando um carrinho de compras.
Surpresos e sem saber o que fazer, também ficaram os lojistas que têm comércio no corredor do supermercado. “Não sabemos de nada, diretores e gerentes passam por aqui e não comentara nada. A única coisa que recebemos foi uma folha dizendo que para qualquer informação deveríamos entrar em contato com o departamento jurídico do Carrefour”, disse Ana que é funcionária de uma das 14 lojas que existe no local.

Os comerciantes que pagam aluguéis dos espaços para o próprio Carrefour reclamam do descaso do supermercado. “É uma falta de respeito o que eles fizeram, fecharam sem no mínimo avisarem a gente, e até agora não temos mais informações. Nós pagamos aluguel, investimos nas lojas, e justo eles que sempre chamavam nós de parceiros agora fazem isso. Não sei o que vou fazer, porque comprei este ponto aqui há um tempo e investi quase R$ 100 mil na minha loja. Quero só ver o que vão propor para gente”, disse um proprietário de loja que preferiu não se identificar.
No local também existe uma praça de alimentação com restaurantes e lanchonetes. De acordo com alguns lojistas, o Carrefour de início ofereceu a isenção do aluguel de setembro e depois pagariam cinco meses de aluguel aos lojistas para quebra de contrato amigável. O que não foi bem visto por eles. “Cinco aluguéis não paga nada do que investi aqui. Esse negócio de pagarem cinco aluguéis é o que estão falando boca a boca, mas lógico que não vamos aceitar, inclusive já estamos nos reunindo para entrar em contato com um advogado e ver nossos direitos”, disse o proprietário de uma das lojas.

Sindicato exige garantia de emprego
O Sindicato dos Comerciários de São Paulo, assim que tomou conhecimento do fechamento das duas unidades do Carrefour, entrou em contato com a empresa exigindo a garantia de emprego para os trabalhadores. Ricardo Patah, presidente da entidade, disse que num levantamento feito pelo sindicato foi constatado que o Carrefour, nos últimos três meses, demitiu mais de 800 funcionários só na capital. “Isso é um sinal de que algo está errado”, disse, acrescentando que nas duas lojas fechadas em São Paulo trabalham pouco mais de 500 funcionários.“Nossa preocupação é com a preservação dos empregos dos trabalhadores dessas duas lojas”, assegurou.

O sindicalista disso que na terça-feira (30) esteve reunido com a diretoria de Recursos Humano da empresa e recebeu a garantia de que não haverá outros fechamentos e que os trabalhadores das duas unidades fechadas poderão ser aproveitados nas outras lojas da rede.

Ricardo Patah disse que ficou acertado, que na próxima semana será agendada uma reunião com o presidente do Carrefour no Brasil, para avanço das propostas apresentadas pelo sindicato. “Queremos pagamento do aviso prévio em dobro, manutenção do plano de saúde por um ano e 15%, acima do estabelecido em lei, para cada ano trabalhado na empresa. Isso, inclusive será retroativo aos 800 trabalhadores já demitidos pelo Carrefour”.


Fim do Carrefour no Ipiranga.

Fonte: www.ipiranganews.inf.br

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