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Dívida de R$ 400 mil levou a Zoomp à falência

11 de Fevereiro de 2009 | 07:30
Um dos maiores ícones da moda brasileira, a Zoomp foi à falência por causa de uma dívida de cerca de R$ 400 mil. Na última segunda-feira (dia 9), a Justiça de São Paulo decretou a quebra da grife, após julgar procedente o pedido feito pela Allen Comércio e Produtos de Informática, antiga fornecedora da companhia. "A Zoomp chegou a fazer acordo em juízo com a empresa, mas a decisão da Justiça foi mais rápida. Talvez não se tenha dado o carinho merecido ao acordo", lamenta Carlos Valmer, diretor estatutário e representante do fundo Global Capital na Zoomp. "Vamos tentar reverter a decisão. Sabemos que é difícil, mas não impossível." O débito que levou a Zoomp ao desfecho dramático surpreende porque a grife tinha problemas muito mais graves. Em dificuldade financeira há alguns anos, a companhia acumula dívida superior a R$ 60 milhões, boa parte com o Global Capital, que entrou na Zoomp em abril de 2007 para tentar recuperar a operação. Só com fornecedores, a dívida chega a R$ 12 milhões. Em 2006, quando foi vendida para os investidores Enzo Monzani e Conrado Will, da holding IM, ela já estava extremamente endividada. Nos últimos dias, o fundo negociava com um grupo ligado à moda um novo aporte de capital para manter de pé a companhia, mas a decretação da falência jogou essa alternativa por terra. "Se a gente conseguisse fechar a negociação, pagaríamos todos os fornecedores à vista. Mas o grupo decidiu suspender as conversas", diz Valmer. Na opinião de advogados, dificilmente a empresa conseguirá reverter a situação. Segundo o especialista em falências Thomas Felsberg, a Zoomp teve um prazo de dez dias, após ser citada da ação, para renegociar o débito ou pedir a recuperação judicial. Como a empresa não reagiu no prazo, a falência foi decretada. Para recorrer, a Zoomp terá de provar no Tribunal de Justiça a existência de algum defeito no processo ou que a decisão não teve fundamento - ou seja, que a dívida não existe ou já havia sido paga. "Ela teria de ter negociado com os credores após a citação." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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