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Alimentação puxa setor de franquias.

O setor de franquias, ou franchising, tem apresentado um crescimento vertiginoso nos últimos dez anos, com destaque para o setor alimentício. Goiás detém 2,6% das unidades franqueadoras do País, conforme dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Valor não é expressivo, mas que cresce rapidamente graças à lucratividade e aos baixos riscos do negócio.


Segmento é campeão de faturamento do último ano, com crescimento de 39,9%

Mas não é tão fácil. Só em Goiânia, a fila de interessados com capital disponível para investir em uma rede de franquia, a maior parte delas na área de alimentos, alcança 800 pessoas, de acordo com o gestor do Projeto de Franquias do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-Franquias), Paulo Renato Fava Adorno.

Há pouco mais de um ano, o empresário Rivadávia de Paula Rodrigues Júnior, conseguiu se tornar franqueado da rede Frans Café. Na loja, no Shopping Flamboyant, são comercializados 150 cafés por dia. "O negócio é muito bom e tem evoluído bastante", diz.

A intenção é aproveitar a evolução do café entre as bebidas mais consumidas pelo brasileiro. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), há sete anos o número de brasileiros que consumiam o produto era de 91% e cresceu para 95% no ano passado, ficando atrás apenas da água. A clientela tem chegado aos poucos e em um ano cresceu 20%. "Ainda está aquém do desejado, mas temos conquistado muitos novos clientes", afirma o empresário.

"No geral o setor de franquias está extremamente aquecido em Goiânia", conta o gestor do Sebrae. E não é só para empresas de fora. "As empresas goianas estão identificando a oportunidade. Muitas têm a aprovação da clientela e, cada vez mais, querem oferecer essa possibilidade", ressalta.

Cadastro

Atualmente 30 empresas goianas aguardam a formatação para abrir franquias no projeto do Sebrae. Dessas, 70% são eliminadas automaticamente ou por não oferecer um modelo definido, um padrão para as franqueadas, ou porque não conseguem descentralizar as funções, impossibilitando um direcionamento estratégico.

No País, São Paulo (56,9%), Rio de Janeiro (13,4%) e Paraná (6,8%) são os Estados com maior número de unidades franqueadoras. Goiás (0,9%) aparece na 12ª posição, logo atrás do Distrito Federal (1,2%).

Com relação às unidades franqueadas o ranking fica assim: São Paulo (37,6%), Rio de Janeiro (12,2%) e Minas Gerais (7,7%). Goiás (2,6%) aparece na décima posição, atrás de Pernambuco (2,7%).

Dados de 2010 são os mais atuais do setor e mostram que, em faturamento, o segmento a alimentação foi o que mais cresceu, com alta de 39,9%, influenciado pela melhora no poder de compra da população e por repasse de preços aos consumidores, conforme a ABF. Em seguida vêm os setores de acessórios pessoais e calçados (29,9%), vestuário (29,0%), móveis, decoração e presentes (27,4%) e esporte, saúde, beleza e lazer (20,%).

Não há um número exato de franquias em Goiás, mas segundo a ABF aqui elas são mais de duas mil.

Investimento seguro nas franquias de alimentos

Que abrir um negócio através de franquia é sinônimo de investimento seguro e retorno financeiro em curto espaço de tempo já não é novidade. O que muitos talvez desconheçam é o fato do segmento de alimentos franchising ser o que mais cresceu em faturamento de 2009 para 2010: R$ 15,288 bilhões. Uma variação de 39,9% em relação ao ano anterior.

Como um todo, o segmento de franquias do Brasil teve um crescimento de 20,4% no ano de 2010, em relação ao ano anterior. A previsão até o fim deste ano é de um aumento de 15%, ou seja, três vezes o PIB. O faturamento em franchising no período citado foi de R$ 75,987 bilhões.

"É importante ressaltar que dentro do conceito de refeição, de acordo com a ABF (nacional), existem os segmentos de Alimentação, Bares e Restaurantes, e Bebidas, Cafés, Doces e Salgados. O ramo de Alimentação foi o campeão no ranking de faturamento do último ano: 39,9%. Ao todo são 85 marcas. Já em Bares e Restaurantes existem 43 associados. Em Bares, Cafés, Doces e Salgados, as marcas somam 64", explica a presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF-Rio), Fátima Rocha.

Ela argumenta que um dos motivos do crescimento do segmento das franquias de alimentos está ligado ao aumento da mulher no mercado de trabalho.

"A mulher deixou de ser dona de casa. Além dela agora estar na rua por conta do trabalho, também obriga a sua própria família a comer fora na medida em que não tem mais tempo para as obrigações domésticas", analisa.

Também diretora comercial da rede MegaMatte, Fátima Rocha, atribui o sucesso da marca à busca do consumidor por produtos mais saudáveis. Ela afirma que foram 100 franquias inauguradas em apenas quatro anos.

"Em 2005 lançamos a nossa primeira loja piloto, mas somente em 2007 inauguramos a primeira franquia. Hoje, devemos completar o ano de 2011 com 100 unidades inauguradas. A opção por alimentos mais saudáveis deu certo, mas o fato de não termos tornado o cardápio 100% natural, segmentando demais o nosso público, ampliou nosso mercado", explica.

Ela disse ainda que a meta são mais 100 lojas até 2015.

"Pretendemos dobrar o número de franquias neste mesmo período de quatro anos", afirma a diretora da MegaMatte.

Com 655 unidades em todo o Brasil, na qual 64 somente no Rio de Janeiro, a rede Subway, que tem como especialidade a venda de sanduíches e saladas, pretende abrir aproximadamente 210 novas franquias até 2012.

"Nossa expansão tem sido uniforme na maior parte do Brasil. Porém, devido à extensão territorial e a complexidade logística do Norte do Brasil, acreditamos que ainda haja bastante campo para desenvolvimento dentro desta região", planeja Roberta Damasceno, gerente nacional da Subway.

Vantagens Sobre asj vantagens em se abrir uma franquia de uma marca conhecida ou invés de uma própria,; a gerente da Subway, que é uma das redes de franquias mais fortes no mundo com 34 mil unidades, relata que o franqueado tem a garantia de investir em uma empresa já consagrada no mercado.

"Ele recebe treinamento e apoio do franqueador em planejamento e gestão. Tem ajuda na divulgação e promoção; economiza na compra de materiais por causa do volume maior que atende a toda rede; entre outras vantagens".

Fonte:
O Fluminense - 21/08/2011
O Hoje - Goiânia - 02/08



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