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Varejo exige novos profissionais.


O mercado de executivos está aquecido também no varejo. Por várias razões. As mudanças estruturais no varejo provocam profundos impactos também na área dos executivos escalados para tocar os negócios. A explosão do comércio eletrônico, por exemplo, ampliou a demanda por profissionais já carentes. Com isto, o mercado começou a praticar novas formas de remuneração, como a introdução de bônus na contratação e por tempo de permanência (anuais), além da participação nos lucros. A vigorosa expansão das redes (franquias) elevou ainda mais a procura por profissionais especializados em desenvolvimento e abertura em regiões menos exploradas e com potencial de crescimento. E a tendência de concentração no varejo exige a criação de novas estruturas gerenciais para comandar empresas mais complexas e diversificadas. Agora são valorizados os executivos que sabem preparar a empresa para captar dinheiro no mercado de ações, receber novos investidores e avaliar oportunidades de compras de outras companhias.

"Novos desafios, novas estruturas", aponta Axel Werner, o sócio-diretor de uma das maiores consultorias de recrutamento e seleção de executivos, a alemã Kienbaum.

“O varejo brasileiro segue uma tendência mundial de concentração de mercado. As empresas buscam maior poder de negociação para reduzir preços de compra junto aos fornecedores e ganhar escala. Isso faz com que os varejistas tenham necessidade de se inserir nesse novo contexto. O crescimento orgânico por si próprio não é suficiente para que atinjam um tamanho suficiente para competir nesse mercado. A tendência de empresas médias e grandes de se incorporarem, fazer fusões, aquisições e até promover a abertura de capital serve para que possam atingir um grau de faturamento que permita competir com outras mais fortes. Tais movimentos exigem que as empresas varejistas precisem de uma estrutura capaz de atender a demanda”, avalia Axel.

Os profissionais mais requisitados, antecipa Margot Nick, consultora da Kienbaum, são o diretor financeiro, que normalmente é uma pessoa muito forte na área de tesouraria e crédito. Também pessoas com experiência em IPO (abertura de capital) e em novos nichos de mercado, como atacarejo.

“Algumas grandes redes varejistas estão com planos de crescimento baseado no comércio eletrônico e no atacarejo”, mostra Nick

Na falta de executivos dentro do próprio trade, acrescenta Margot, a saída é buscar profissionais fora do varejo, como o segmento financeiro, que tem processos bem estruturados, controle rígido e uma energia muito grande.

“O varejo criou muita demanda por novos profissionais. Hoje, 15% dos nossos projetos para novas vagas está no varejo. O que nos forçou a mapear todo mercado varejista”, informa.

“Temos, de nível executivo, pelo menos uns 600 profissionais mapeados.O que oferecemos, além da expertise nos negócios, é o conhecimento sobre o que funciona desde para empresas familiares até aquelas maiores, com faturamento superior a R$ 8 bilhões, bem como conhecimento das transições que elas enfrentam no decorrer de sua existência. Conhecimento diferenciado que podemos utilizar na abordagem de candidatos, traduzir necessidades reais da empresa e encontrar o profissional adequado. Não só o perfil técnico mas também o pessoal, necessário a cada situação. Agilidade é importante, mas é preciso mais: o comprometimento com o projeto, cronograma e com o resultado esperado. Não temos feito reposição de profissionais, isso significa que nossas escolhas foram bem colocadas”, enfatiza Werner.

Hora de se preparar
E como os varejistas enfrentam o novo quadro? Algumas se preparam antecipadamente mediante melhorias de governança e profissionalização, observa Axel Werner, diretor da Kienbaum.

“Criam novas estruturas com pessoas mais experientes, que possam atuar nesta nova realidade concorrencional”. Já as familiares, com programas sucessórios, quase todas querem se profissionalizar por vários motivos. O mais contundente é a necessidade de captação de recursos e desenvolvimento da empresa no mercado. Vinte anos atrás, a sucessão e profissionalização não geravam notícias na mídia porque continuava em mãos familiares, não havia pressão pela profissionalização. Hoje, a empresa vê como necessidade para sobrevivência e crescimento o acesso ao mercado financeiro e abertura de capital, que só é possível com uma estrutura de governança bem definida e seleção de profissionais com experiência de mercado necessária para esse desafio da capitalização. Temos visto isso em todas as empresas; no varejo não é diferente”, destaca Axel.

"Nas franquias, a área de RH é muito importante para o desenvolvimento do negócio, em especial na melhoria da qualidade por meio de treinamento. Treinar franqueados é essencial para ter o mesmo padrão de atendimento", lembra Margot Nick.

Há também a busca do diretor de expansão, normalmente a empresa quer alguém que tenha experiência em crescimento de franquias. O aquecimento do mercado obriga os franqueadores a formar profissionais ou atrair profissionais preparados para a expansão dos negócios aqui ou no Exterior. "Na busca do executivo algumas empresas preferem aqueles com experiência prévia com franquias, mas na maioria dos casos", destaca Margot Nick, "A vivência em estruturar novos negócios ou em processos de fusão e aquisição é até mais importante".

Entre as habilidades que as empresas mais procuram incluem desde assegurar os resultados previstos no plano de negócios comercial, identificar e implementar novas oportunidades de negócio, rentáveis e compatíveis com os direcionadores corporativos e da marca, até garantir o cumprimento de políticas corporativas.

“O executivo necessita conhecer em profundidade os indicadores econômico-financeiros, matemática financeira, precificação, custos, a legislação que impacta o negócio, metodologias de elaboração e de gestão de projetos”, relata a head-hunter.

Para conquistar os resultados esperados pelos acionistas, o pensamento estratégico, a habilidade de negociação, a flexibilidade, a capacidade analítica, o foco em planejamento e controle, além da facilidade de comunicação, liderança, relacionamento e o espírito empreendedor são competências indispensáveis para o profissional, acrescenta Margot. A capacidade de gerenciar projetos de forma independente – prossegue a consultora - é outro fator de sucesso importante, combinado com um histórico de alta performance na negociação e no fechamento de contratos com novos clientes/parceiros.

Fonte:www.portalvarejo.com.br




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